And for something not new…

Como seria de esperar, fui incapaz de manter a minha lista de séries a ver como ela estava definida. Tinha de meter qualquer coisa lá pelo meio. E como foi tão bom, achei que merecia uma recomendação. Mas para lá chegar é necessário uma história. Passo a explicar.

Pretty Little Liars é o meu maior guilty pleasure neste momento. Mas um guilty pleasure daqueles mesmo mesmo grandes. De me apanhar a ver vídeos de bloopers no youtube, e de ler toneladas de fanfiction. E dentro da série, a “minha” personagem é a Paige (deve haver milhares de pessoas por esse mundo fora que se lessem isto me odiariam, mas enfim, gostos). A Paige é quase a única personagem realista da história. É uma adolescente que tem de lidar com as coisas avassaladoras que sente, e que nem sempre é totalmente racional a agir (digam-me que isto não soa a adolescente do mundo real). E como se não bastasse, a actriz que faz de Paige, a Lindsey Shaw, é genial. Por isso, fui procurar mais coisas que ela tivesse feito.

Uma dessas coisas deixou-me positivamente surpreendida. Para quem foi adolescente nos anos 90 e 2000, de certezinha que se lembram do filme “10 Things I Hate About You”, com Heath Ledger e Julia Stiles. O filme foi realmente um sucesso na altura, e foi um bocado marcante para aquela geração. Uns anos depois decidiram fazer uma série que explorava o enredo do filme, mas que (lamentavelmente) só teve uma temporada. Nessa série a personagem de Kat Stratford, a feminista desembestada anteriormente protagonizada pela Julia Stiles, era interpretada pela Lindsey Shaw. E oh my god como eu adorei esta nova Kat.

Por isso, junto à lista de séries que toda a gente devia de ver pelo menos uma vez na vida o “10 things I hate about you”. E já agora, vejam PLL. Só porque sim. Mesmo que o enredo parece um bocado confuso, e que já não consigam perceber quem é que fez o quê, experimentem. Vão-se viciar.

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Clássicos velhos e não tão velhos

Isto tem estado totalmente ao abandono, porque há mil e uma coisas para fazer e metade acabam por não ser feitas. E as prioridades geralmente definem-se pelo que tem de ser feito e não pelo que nos dá prazer fazer.

Como estamos numa altura de férias (por enquanto só dos outros, não minhas, mas vamos fazer de conta), decidi ver ou rever séries um tanto antigas. Não, não deixei de acompanhar as séries habituais, a fangirl is always a fangirl. Mas tinha curiosidade em ver algumas coisas, e em rever séries da minha adolescência. E ficam aqui algumas para quem se interessar.

Primeiro, a série da Ellen. A que lhe deu verdadeiramente sucesso. E não há dúvidas dos motivos para esse sucesso. Claro que o facto de ter sido das primeiras figuras públicas a assumir-se, e tê-lo feito no contexto do enredo da série, ajudou. Mas é mesmo muito cómica. Chorei a rir umas quantas vezes. A série vai-se tornando progressivamente melhor, e só é pena ter acabado (pelos piores motivos, ainda por cima).

Agora estou a ver Gilmore Girls. Tinha visto alguns episódios na altura em que foi transmitida, mas não acompanhei como deve ser. E só tenho pena, porque a série é óptima. O humor dolorosamente irónico da Lorelai, a maturidade um tanto ou quanto exagerada mas ainda assim credível da Rory, e as patetices ternurentas das personagens secundárias fazem uma mistura muito aceitável.

Para o futuro tenho mais duas em vista: Green Acres, um sucesso dos anos 60 que eu vi na RTP2 há uns anos atrás, e que é simplesmente genial; e, claro, Friends, porque é sempre bom rever Friends e nem há necessidade de explicar os motivos.

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Só porque o senhor é realmente muito interessante, aqui está a segunda parte do artigo sobre a ansiedade.

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Uma das coisas que me tem chocada nesta história das mortes no Meco (tirando a tragédia em si, a barbaridade das praxes, o circo mediático que os meios de comunicação social orquestraram e outras coisas igualmente repugnantes) são os “documentos” que supostamente seriam elaborados pelos estudantes no âmbito das actividades do grupo de praxe. Caramba, mas aquela gente não sabe escrever? Estudantes universitários, com pelo menos 12 anos de formação, que escrevem como se tivessem acabado agora a escola primária? Erros de sintaxe a torto e a direito. Ainda por cima em documentos supostamente oficiais, nos quais eu suponho que houvesse um mínimo de esmero (talvez seja ingénuo acreditar nisso, mas pronto). Faz-me temer, e muito, pela qualidade do ensino.

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Li este artigo praticamente boquiaberta. Porque já senti uma parte, ainda que pequena, das coisas descritas. Não sou um caso remotamente parecido com o do autor desse texto. Relaciono-me minimamente bem com outras pessoas, apesar de ser tímida e até anti-social. Faço uma vida perfeitamente normal sem utilizar álcool ou calmantes. Mas a ansiedade tem efeitos fortes em mim, e desde há algum tempo começou a provocar danos na minha saúde. Vou para o trabalho com uma caixa de Xanax na mala, ainda que não os tome. Tenho ataques de ansiedade recorrentes, conforme os momentos de mais ou menos stress. Comecei a causar preocupação à minha família, e foi aconselhada por profissionais de saúde a procurar ajuda psicológica.

E ler este texto fez-me assimilar que o que sinto é terrivelmente comum. Uma das coisas mais terríveis que podemos sentir é que os outros não nos entendem. Que as pessoas com quem nos relacionamos não conseguem perceber os nosso sentimentos. Que estamos sós no mundo, presos dentro do nosso corpo ou da nossa mente. Claro que já toda a gente sentiu isto, por muito motivos. Claro que eu já senti isso, quando percebi que era homossexual, quando comecei a ter ataques de ansiedade. Achei que ninguém no mundo sentia o mesmo que eu. E perceber que existem muitas outras pessoas a passar pelo mesmo que nós, ou por pior ainda, é reconfortante. Perceber que aquilo que está errado dentro de mim não fará de mim alguém menor, menos capaz, menos bem sucedida na vida, alivia muito.

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30 dias e 50 mil palavras depois, sobrevivi. Houve dias complicados, em que não havia tempo ou cabeça para escrever, mas consegui fazer o número mínimo de palavras e a história ainda não está completa. E acabou por ser uma experiência muito interessante, que em determinados momentos foi mesmo entusiasmante. E que me ensinou um pouco sobre o trabalho árduo da escrita.

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Decidi participar no NaNoWriMo este ano. Não tenho uma ideia muito consistente, e provavelmente não vou ter tempo para escrever as 50 mil palavras, mas vou tentar. Talvez saia daqui alguma coisa de jeito.

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